quarta-feira, 24 de julho de 2013



Francisco
Paiva Netto
Fraternalmente saudamos a chegada ao Brasil do papa Francisco, reconhecido exemplo de humanidade. Ele vem para a Jornada Mundial da Juventude (Rio 2013). O jovem é o futuro no presente!
Ao ser eleito bispo de Roma, como gosta de ser citado, na sua nobre modéstia, o argentino Bergoglio escolheu o nome do poverello de Assis, Francisco, que, por sinal, é o patrono da Legião da Boa Vontade.
Portanto, é com satisfação que vemos nele propósito similar de vida do santo protetor da Natureza, na sua preocupação com os pobres. Com Jesus, o Cristo Ecumênico, aprendemos que o Amor Divino é a perfeita ordem que direciona a sociedade para tempos melhores, de respeito às diferentes culturas e etnias do planeta que nos abriga.
A perseverança dos jovens na militância do Bem só pode trazer benefícios às comunidades. Por isso, a recomendação evangélica de Jesus, o Profeta Divino — “amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”, João, 13:34  —, deve iluminar constantemente a agenda dos que vivem e trabalham pela Caridade — sinônimo de Amor — e pela Paz.

RENASCIMENTO DO ESPÍRITO DIVINO
E para saudar o Dia da Caridade, 19/7, em sua elevada abrangência, apresento-lhes alguns trechos de meu livro “Reflexões da Alma”, no qual afirmo que — a Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo é a mais diligente dialética, sempre realizadora e atual — por mais que passe o tempo —, porquanto fraterna e generosa. Fala ao coração, não somente ao cérebro, sustentando-os na “Paz que o mundo não lhes pode dar” (Evangelho segundo João, 14:27). Daí a capacidade de curá-los, tendo como ponto de partida a mente. Cuida do corpo humano em seu aspecto integral, proclamando-o como a morada do Espírito enquanto reencarnado. (...)
A Terra é um Educandário Divino onde se espraiam as nobres lições de Jesus, o Catedrático Celeste. A grande reforma dessa Universidade Sublime é superior ao Renascimento que se deu na Europa, anteriormente preparado pelos muçulmanos, que foram, na Antiguidade histórica, buscar a sabedoria esquecida dos gregos. No Ocidente, surgiram figuras luminares, a exemplo de Da Vinci, Michelangelo, Cellini, Raffaello, Giovanni Picco della Mirandola, Pietro Pomponazzi. Esses, entre outros, entraram na História como ilustres destaques do Renascimento, movimento artístico, literário e científico (do qual Galileu Galilei é expoente), que floresceu no Velho Continente durante o período que corresponde à Baixa Idade Média e o início da Era Moderna, do século 14 ao 16. O Universalismo, uma das principais características da época renascentista, considera que o indivíduo deve desenvolver todas as áreas do conhecimento.
Mas a consciência que há de brilhar no mundo é muito mais que isso! É a nova Ressurreição do Cristo e de todos aqueles que se comprazem no verdadeiro Bem que de Deus desce a este orbe. Trata-se do definitivo Renascimento do Espírito Divino, a beneficiar cada criatura e toda a sociedade ansiosa de Luz, mesmo quando não o percebam.
Depositemos nossa Fé Realizante no Poder Celestial, na vida e no progresso. Enfim, mantenhamos o ânimo, confiando na habilidade do ser humano e de seu Espírito Eterno. Com respeito e esperança devemos motivá-lo. Batalhemos, pois, de forma incessante — como propunha Alziro Zarur (1914-1979), no seu “Poema da Amizade” — para, “mesmo assim de rastros, tentar trazer o paraíso à Terra”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br

terça-feira, 23 de julho de 2013

Reflexões da Alma

Quando se sentir abatido, eleve o seu coração ao Alto, a fim de melhor sintonizar o Poder Superior. Dessa forma, abastecerá a Alma para os embates da Vida. Pode ter certeza: rezar funciona."

Paiva Netto

Francisco

Artigo publicado no Jornal de Brasília, terça-feira, 23 de julho de 2013.

Paiva Netto
22/07/2013
  • Jesus, o Divino Estadista
  • Jesus, o Divino Estadista
Fraternalmente saudamos a chegada ao Brasil do papa Francisco, reconhecido exemplo de humanidade. Ele vem para a Jornada Mundial da Juventude (Rio 2013). O jovem é o futuro no presente!

Ao ser eleito bispo de Roma, como gosta de ser citado, na sua nobre modéstia, o argentino Bergoglio escolheu o nome do poverello de Assis, Francisco, que, por sinal, é o patrono da Legião da Boa Vontade.

Portanto, é com satisfação que vemos nele propósito similar de vida do santo protetor da Natureza, na sua preocupação com os pobres. Com Jesus, o Cristo Ecumênico, aprendemos que o Amor Divino é a perfeita ordem que direciona a sociedade para tempos melhores, de respeito às diferentes culturas e etnias do planeta que nos abriga.

  • Foto: catholicnews
  • Papa Francisco
  • Papa Francisco
A perseverança dos jovens na militância do Bem só pode trazer benefícios às comunidades. Por isso, a recomendação evangélica de Jesus, o Profeta Divino — “amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”, João, 13:34 —, deve iluminar constantemente a agenda dos que vivem e trabalham pela Caridade — sinônimo de Amor — e pela Paz.



RENASCIMENTO DO ESPÍRITO DIVINO

E para saudar o Dia da Caridade, 19/7, em sua elevada abrangência, apresento-lhes alguns trechos de meu livro “Reflexões da Alma”, no qual afirmo que — a Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo é a mais diligente dialética, sempre realizadora e atual — por mais que passe o tempo —, porquanto fraterna e generosa. Fala ao coração, não somente ao cérebro, sustentando-os na “Paz que o mundo não lhes pode dar” (Evangelho segundo João, 14:27). Daí a capacidade de curá-los, tendo como ponto de partida a mente. Cuida do corpo humano em seu aspecto integral, proclamando-o como a morada do Espírito enquanto reencarnado. (...)

A Terra é um Educandário Divino onde se espraiam as nobres lições de Jesus, o Catedrático Celeste. A grande reforma dessa Universidade Sublime é superior ao Renascimento que se deu na Europa, anteriormente preparado pelos muçulmanos, que foram, na Antiguidade histórica, buscar a sabedoria esquecida dos gregos. No Ocidente, surgiram figuras luminares, a exemplo de Da Vinci, Michelangelo, Cellini, Raffaello, Giovanni Pico della Mirandola, Pietro Pomponazzi. Esses, entre outros, entraram na História como ilustres destaques do Renascimento, movimento artístico, literário e científico (do qual Galileu Galilei é expoente), que floresceu no Velho Continente durante o período que corresponde à Baixa Idade Média e o início da Era Moderna, do século 14 ao 16. O Universalismo, uma das principais características da época renascentista, considera que o indivíduo deve desenvolver todas as áreas do conhecimento.

Mas a consciência que há de brilhar no mundo é muito mais que isso! É a nova Ressurreição do Cristo e de todos aqueles que se comprazem no verdadeiro Bem que de Deus desce a este orbe. Trata-se do definitivo Renascimento do Espírito Divino, a beneficiar cada criatura e toda a sociedade ansiosa de Luz, mesmo quando não o percebam.

Depositemos nossa Fé Realizante no Poder Celestial, na vida e no progresso. Enfim, mantenhamos o ânimo, confiando na habilidade do ser humano e de seu Espírito Eterno. Com respeito e esperança devemos motivá-lo. Batalhemos, pois, de forma incessante — como propunha Alziro Zarur (1914-1979), no seu “Poema da Amizade” — para, “mesmo assim de rastros, tentar trazer o paraíso à Terra”.

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*José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter). Filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central.
PAIVA NETTOLEGIÃO DA BOA VONTADERELIGIÃO DE DEUS

quinta-feira, 18 de julho de 2013


Estilo Orkut

Sérgio Caroli

Compartilhada publicamente  -  19:55
Renascimento do Espírito Divino
Paiva Netto
Para
saudar o Dia da Caridade, 19/7, em sua elevada abrangência,
apresento-lhes alguns trechos de meu livro “Reflexões da Alma”, no qual
afirmo que — a Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo é a mais diligente
dialética, sempre realizadora e atual — por mais que passe o tempo —,
porquanto fraterna e generosa. Fala ao coração, não somente ao cérebro,
sustentando-os na “Paz que o mundo não lhes pode dar” (Evangelho segundo
João, 14:27). Daí a capacidade de curá-los, tendo como ponto de partida
a mente. Cuida do corpo humano em seu aspecto integral, proclamando-o
como a morada do Espírito enquanto reencarnado. (...)
A Terra é um
Educandário Divino onde se espraiam as nobres lições de Jesus, o
Catedrático Celeste. A grande reforma dessa Universidade Sublime é
superior ao renascimento que se deu na Europa, anteriormente preparado
pelos muçulmanos, que foram, na Antiguidade histórica, buscar a
sabedoria esquecida dos gregos. No Ocidente, surgiram figuras luminares
como Da Vinci, Michelangelo, Cellini, Rafael, Giovanni Picco della
Mirandola, Pietro Pomponazzi. Esses, entre outros, entraram na História
como ilustres figuras do Renascimento, movimento artístico, literário e
científico que floresceu na Europa entre o período que corresponde à
Baixa Idade Média e o início da Idade Moderna, do século 14 ao 16. O
Universalismo, uma das principais características da época
renascentista, considera que o ser humano deve desenvolver todas as
áreas do conhecimento.
Mas a consciência que há de brilhar no mundo é
muito mais que isso! É a nova Ressurreição do Cristo e de todos aqueles
que se comprazem no verdadeiro Bem que de Deus desce ao mundo. Trata-se
do definitivo Renascimento do Espírito Divino, a beneficiar cada
criatura e toda a sociedade ansiosa de Luz, mesmo quando não o percebam.
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quarta-feira, 10 de julho de 2013




Metas do milênio
Paiva Netto
No Escritório da ONU em Genebra, Suíça, de 1º a 4 de julho, a LBV participa da Reunião de Alto Nível do Conselho Econômico e Social (Ecosoc), do qual é parceira desde 1999, com status consultivo geral.
Preparei um documento, publicado na revista “Boa Vontade Desenvolvimento Sustentável”, para saudar os operosos signatários dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, chefes de Estado e de Governo, representantes das agências internacionais, do setor privado e da sociedade civil. Em sua abertura, ressalto que, juntos, estamos em mais esse esforço — trazendo a nossa humilde contribuição e apoio — em favor de um futuro melhor, no qual todos tenham acesso a uma existência merecidamente digna e igualitária em deveres e direitos. Passos importantes foram empreendidos e conquistados, porém, resta muito a fazer para que possamos vivenciar a cidadania concedida a nós pela vida em comunidade, comunidade solidária global, a qual costumo dar o nome de Cidadania Ecumênica. E a nossa ferramenta para erigir o Cidadão Ecumênico é algo de que não podemos abrir mão: o espírito universalista, cujo instrumental é a Solidariedade, iluminando mentes e sentimentos. O Cidadão Ecumênico é aquele que não perde tempo conflitando intolerantemente com os demais — porque estes não têm o mesmo pensamento social, político, religioso, ou não pertencem à mesma cultura ou etnia —, mas que junta forças para diminuir a avassaladora carência que afeta comunidades, multidões ou uma única pessoa. (...)
A pauta este ano debaterá “Ciência, Tecnologia e Inovação, e o potencial da cultura na promoção do desenvolvimento sustentável”.
PAZ E ENTENDIMENTO ENTRE OS POVOS
Ainda me dirigindo aos que se reúnem na ONU, em Genebra, comentei que sempre defendi e fiz constar em artigos, na imprensa e na internet: não há limites para a solidária expansão do Capital de Deus: o ser humano com o seu Espírito Eterno.
Portanto, a melhor tecnologia a ser desenvolvida nestes tempos de globalização desenfreada é a do conhecimento de nós mesmos. É superior a qualquer descoberta tecnológica, pois tem o poder de impedir que o indivíduo (informatizado ou não) caia de vez no sofrimento por ter desabado na barbárie mais completa.
Sem o sentido de Fraternidade Ecumênica, acabaríamos com o planeta, mantendo nossos cérebros brilhantes, mas os corações opacos. A almejada reforma da sociedade não virá em sua plenitude se o Espírito do cidadão (ou cidadã) não for levado em alta conta. (...) O mundo precisa de progresso, sim e sempre, que lhe dê pão e estudo; todavia, necessita igualmente do indispensável alimento do Amor e, por conseguinte, do respeito.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com
Um drama de todos nós
Paiva Netto
O dia 13 de julho marca a promulgação, em 1990, do Estatuto da Criança e do Adolescente. O artigo 4º das Disposições Preliminares explicita que “é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”.
Volto ao tema, pois a observância do Estatuto visa impedir atos brutais, horrendos, a exemplo do que há poucos dias ocorreu contra o menino boliviano Brayan Yanarico Capcha, de 5 anos. Cruelmente assassinado durante um assalto em São Paulo, ele completaria 6 anos no último sábado. É preocupante, ultrajante a violência que a cada dia faz novas vítimas no país, multiplicando dramas humanos, sociais e espirituais.
Pedimos a Deus que ampare a Alma desse nosso pequenino irmão sul-americano e enviamos condolências aos seus pais, Yanarico Quiuchaca e Veronica Capcha Mamani.
EDUCAR CONTRA AS DROGAS
Com o objetivo de esclarecer a juventude, protegendo-a das drogas, promovemos em 19/6, no ParlaMundi da LBV, em Brasília, o Encontro Ecumênico “Viver é melhor! — Um brado de Amor à Vida”.
O evento, que celebrou ainda o Dia Internacional da Luta contra o Uso e o Tráfico de Drogas (26/6), contou com ilustres palestrantes: dra. Cejana Passos, diretora de Projetos Estratégicos e Assuntos Internacionais, representando a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad); Alex Reinecke de Alverga, assessor da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; Fabian Penyy Nacer, consultor e palestrante sobre tratamento e prevenção das drogas e do álcool; cabo Fábio Wisner Borges Sales, do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) do Distrito Federal; Olegário Versiani, da Federação Espírita Brasileira (FEB); e Émerson Damásio, diretor administrativo da Religião de Deus.
A dra. Cejana Passos, ressaltando a importância dessa conversa com os adolescentes, disse que “os jovens serão a força do trabalho, da cidadania brasileira (...). A gente tem a possibilidade de trocar ideias positivas sobre o futuro como cidadão”.
Ao agradecer à Religião de Deus o convite para o encontro e aos alunos pela presença, o cabo Fábio Wisner comentou: “Na apresentação, abordei mais sobre a questão do álcool, porque muitos pensam que drogas são somente maconha, crack, cocaína, mas se esquecem, às vezes, de relacionar a bebida alcoólica. Na minha opinião é a droga mais perigosa, devido à sua aceitação social, ao seu fácil acesso. Às vezes, a gente encontra até dentro de casa”.
A professora Silvana Cechini, do Centro de Ensino Fundamental da 214, na Asa Sul, ficou empolgada com as palestras educativas: “Um evento como esse desperta no jovem o viver com paz, harmonia, escolhas boas, (...) para que tenha um futuro melhor, uma vida mais digna e de paz”. E observamos na palavra do estudante Vitor Rodrigues de Oliveira, 14 anos, que o esforço dos que colaboraram com a iniciativa valeu a pena: “Estou aprendendo muita coisa, mas primeiramente como a droga pode mudar a sua vida e levá-lo para o caminho do mal. Está sendo um alerta para visualizarmos o melhor para as nossas decisões”.
Por fim, formou-se uma Corrente Ecumênica de Prece em prol da prevenção e da superação dos vícios com uma cultura de saúde e paz para todos.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

sexta-feira, 14 de junho de 2013



Efeito social da prece
Paiva Netto
Em entrevista à jornalista portuguesa Ana Serra, comentei que — a acepção de Fraternidade e Espiritualidade Ecumênica coloca-nos em sadio contato íntimo com nós mesmos e com o Criador do Universo e Suas criaturas, que constituem o mais perfeito altar onde devemos adorá-Lo, conforme destaquei, em 5/11/1983, no discurso de lançamento da pedra fundamental da sede da Legião da Boa Vontade, em São Paulo/SP, Brasil, durante o 8o Congresso dos Noivos e Casais Legionários. Na obra “Ao Coração de Deus — Coletânea Ecumênica de Orações” (1990), afirmei: Quando se ora, a Alma respira, fertilizando a existência humana. Fazer prece é essencial para desanuviar o horizonte do coração. E isso se encontra ao alcance de todos, porquanto possuímos a inata capacidade de meditar para escolher o caminho adequado e resolver transtornos que se iniciam no Espírito e, depois, se manifestam no corpo humano, muita vez em forma de doença, e, no campo social.
Escrevi em “Reflexões da Alma” que quem, religioso ou ateu, souber usufruir do silêncio de alma fará brotar, de dentro de si, todas as riquezas que o mundo não lhe pode oferecer, a começar pela paz de espírito, que Deus nos prometeu e que ninguém, além Dele, nos pode integralmente proporcionar, porque nem na sua totalidade ainda a conhecemos: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie, porque Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos” (Evangelho de Jesus segundo João, 14:27; e Mateus, 28:20). Não há um pensador sério, guardadas as exceções de praxe, que não necessite entrar, mesmo que vez por outra, no ambiente inspirador da reflexão, dando-lhe este ou aquele nome. E isso não favorece apenas a quietude psíquica, mas igualmente a serenidade somática.
IDEIA CUJA HORA CHEGOU
Em “Somos todos Profetas” (1991), digo: Estamos corpo, mas somos Espírito. A nação que compreender e administrar essa Verdade empolgará e governará o mundo no transcorrer do terceiro milênio. E, se alguém julgar tal raciocínio um delírio, apresento-lhe este aforismo do genial Victor Hugo (1802-1885): “Aqueles que hoje afirmam que uma coisa é impossível de ser concretizada tacitamente se colocam do lado dos que vão perder”.
Bem a propósito, o filósofo e sociólogo italiano Pietro Ubaldi (1886-1972), correspondente de Einstein e grande admirador da Legião da Boa Vontade — que definiu como “um movimento novo na História da Humanidade. Coloca o Brasil na vanguarda do mundo”—, numa de suas conferências, lembrou-se deste outro apontamento do gigante de Besançon: “Há uma coisa mais poderosa que todos os exércitos: é uma ideia cujo tempo tenha chegado”.
Hoje, até a ciência já considera que a espiritualidade pode reduzir o risco de doenças tidas como graves ou incuráveis. Em entrevista à Super Rede Boa Vontade de Comunicação, em 2009, acerca do tema, declarou o pesquisador, professor e psicobiólogo Ricardo Monezi, do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): “Atualmente já temos diversos relatos na ciência de que uma pessoa que exercita o bom pensar, a felicidade, todos os bons sentimentos, tem um potencial de defesa do corpo muito maior do que uma pessoa pessimista. (...) Uma pessoa otimista, quando vai ser vacinada, desenvolve anticorpos com uma rapidez muito maior do que a pessimista. E tem muito mais chances de atravessar um processo de adoecimento crônico em relação a uma pessoa pessimista”.
Portanto, Espírito saudável é medicina preventiva para o corpo.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com
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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Foto de Sérgio Caroli

SérgioAtividades de Blog

Mensagens de PAIVA NETTO

Inocentes dos diversos campos de guerra
Paiva Netto
O Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão, 4/6, instituído pelas Nações Unidas em 19 de agosto de 1982, teve inicialmente o propósito de chamar a atenção para o drama dos milhares de pequeninos que sofrem os efeitos da guerra, muita vez perdendo suas vidas.
Os cidadãos de bem, em toda parte, não podem ficar surdos aos gritos de dor desses inocentes. Trata-se de patrimônio humano, garantia de futuro — que desejamos mais feliz — da civilização.
Mas o despertar da sociedade deve abranger igualmente as crianças que padecem de agressão nos próprios lares, nas escolas, nas ruas, mesmo em países não considerados campos de guerra declarada.
O psicólogo dr. Pedro Lagatta, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP), em entrevista ao programa "Viver é Melhor", da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), expôs aos telespectadores várias faces da violência que acomete as crianças, sejam elas físicas ou emocionais; incluídos aí o execrável abuso sexual e o perverso bullying. Tudo isso com consequências dolorosas e duradouras.
Trago-lhes hoje esclarecimento importante do dr. Lagatta, em que ele procura estabelecer um diferencial em torno da polêmica e famosa palmada, ainda em uso por muitos pais na educação dos filhos. "Palmada é um termo bem ruim; é um eufemismo que tenta de alguma maneira esconder o que acontece realmente nas casas. Quando a gente fala que as crianças apanham de chinelo e objetos duros, o que acontece é um sistemático espancamento. Palmada parece que os pais só vão lá e dão umas palmadinhas para fazer a criança parar de chorar, mas muitas vezes não se trata disso, se trata da autorização para a violência, uma violência séria".
O tema merece de pais e educadores vigilância constante quanto aos limites que devem ser absolutamente respeitados. Corrigir não significa agredir. É o que defende a Pedagogia do Afeto, que desenvolvemos nas escolas da LBV.
A sabedoria popular ilustra bem ao comparar as crianças com a argila, pronta para ser moldada. Ora, os melhores jarros, as mais belas cerâmicas carecem de cuidados específicos em sua confecção. Se o oleiro não souber unir disciplina e carinho, o trabalho apresentará defeitos indesejáveis.
ROBERTO CIVITA
No dia 26/5, voltou à Pátria Espiritual o dr. Roberto Civita, aos 76 anos. Diretor editorial e presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril, ele tinha a Educação em alta conta.
Em setembro de 1998, quando a revista "Veja" completava 30 anos, falando à Legião da Boa Vontade, declarou: "Meu pai achava, e eu e todos os que pensam no assunto, que é a coisa mais importante, a primeira de todas, melhorar o nível educacional brasileiro". E acrescentou: "Parabéns pelo lindo trabalho! Muito obrigado pelos votos de aniversário. Espero revê-los aqui nos 40 e nos 50 anos de 'Veja'".
À sua família, as nossas condolências, com especiais votos de paz à esposa, Maria Antonia Magalhães Civita, e aos filhos Giancarlo, Victor e Roberta.
No livro "Cidadania do Espírito" (2001), explicitei trechos do meu pensamento sobre Educação e Espiritualidade:
Escreveu o grande educador norte-americano Booker T. Washington (1856-1915), primeiro presidente da lendária Escola de Tuskegee, decidido a criar condições melhores de progresso para os ex-escravos e seus descendentes e para os indígenas, pelos quais também trabalhou, a partir principalmente da Educação: "Não há defesa ou segurança para nenhum de nós, a não ser na inteligência e desenvolvimento superior de todos".
É evidente que isto, hoje, se aplica a toda a Raça Humana, o Capital de Deus, como certamente desejava, na profundidade do seu ideal, o infatigável dr. Booker, cuja Alma imaginava um futuro em que o racismo não constituísse o refúgio da insignificância.
QUEM FAZ O PÃO...
A Economia não pode ser o reino do egoísmo. Ora, ela existe para beneficiar a Terra e seus povos, compartilhando decentemente os bens da produção planetária. Se isso, porém, não ocorre, é porque se faz necessária uma mudança ético-espiritual de mentalidade, também pelo prisma do Novo Mandamento de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, que ensina que nos devemos amar como Ele nos tem amado (Evangelho segundo João, 13:34). E que nos adverte deste modo: "Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros" (Boa Nova consoante João, 13:35).
E dá a medida desse sentimento ao definir: "Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos" (Evangelho segundo João, 15:13).
Senão os predadores das multidões podem ganhar a batalha, que a eles no devido tempo da mesma forma consumirá. O desprezo às massas populares é multiplicação de desesperados. Certamente, alguém já concluiu que — quem faz o pão deve igualmente ter direito a ele.
Haveremos de assistir à época em que a Economia terrestre será bafejada pelo espírito de Caridade, porque a Luz de Deus avança pelos mais recônditos ou soturnos ambientes do pensamento e da ação humanos.
LBV EM GLORINHA COMPLETA 53 ANOS
O trabalho da Legião da Boa Vontade, em Glorinha/RS, completou, em 23 de maio, 53 anos. Uma festa para comemorar a data promoveu a confraternização entre atendidos pela LBV, voluntários, parceiros, colaboradores e autoridades locais.
Na ocasião, a diretora da Secretaria de Assistência Social de Glorinha, Patrícia Machado, destacou: "A LBV é uma entidade que auxilia as famílias em questões importantes e fundamentais para a criação das crianças e jovens. É fundamental e de grande importância todo esse trabalho realizado aqui".
A assistente social Claudete Barcelos também ressaltou: "As famílias que se encontram em vulnerabilidade podem contar com o apoio da LBV. É um espaço saudável e fundamental para o município, porque é uma entidade séria, comprometida com a educação das nossas crianças. É um trabalho maravilhoso".
O Centro Comunitário de Assistência Social Alziro Zarur, da Legião da Boa Vontade, está localizado na RS 030, km 19 — Parada 119 — Glorinha. Para outras informações, ligue: (51) 3487-2600.
Visite, conheça e se torne igualmente parte desse empreendimento de fé no ser humano e seu Espírito eterno.
José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor. paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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